segunda-feira, 28 de março de 2011

Um monumento feito de pedra, areia e cal




Após dez meses de restauração, técnicos descobrem a simples composição original dos Arcos da Lapa

O término da primeira etapa da restauração dos Arcos da Lapa revelou detalhes até então desconhecidos sobre a composição original da estrutura. Depois de 261 anos, descobriu-se que a construção é feita de pedra, areia e cal.

A descoberta serviu de base para a recuperação do formato original do monumento e deve auxiliar futuros serviços de reparo. Até então, as manutenções feitas ao longo dos anos não respeitavam as características primordiais da estrutura, que já passou por reformas que utilizaram cimento.

Além da análise estrutural, a restauração, que teve início em maio de 2010, fez um trabalho de recomposição da alvenaria e da pintura original. A partir de plantas em diferentes ângulos e de um detalhamento das curvas, também foi efetuado o primeiro cadastro arquitetônico do aqueduto.

A obra envolveu uma equipe multidisciplinar do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e técnicos da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos. Nesta fase foram gastos R$ 1,2 milhão, captados pela Lei Rouanet, e empregadas 12 toneladas de argamassa de cal e outras quatro toneladas de cal.

Nova iluminação em LED

A fim de valorizar o projeto, a Rioluz já reformulou a iluminação dos arcos, aumentando a luminosidade em 30%.

Segundo o secretário municipal de Conservação, Carlos Osório, os arcos serão o próximo monumento a receber iluminação em LED, que é mais econômica, nos moldes da que foi instalada recentemente no Cristo Redentor.

Técnicos do Iphan e da prefeitura participaram das escavações
angelo cuissi/destak

Nenhum comentário:

Postar um comentário